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Olivia Patroa ou Olivia Costureira

Como ponto de ordem inicial, transmitir que não vamos falar da rábula dos anos oitenta interpretada por uma Senhora do teatro, nem tão pouco fazemos confusão entre sketch e soquete.

Dito isto, vamos ao que interessa. O mercador segurador nacional é composto neste momento por cerca de 18.000 mediadores de seguros, sendo que uma ínfima parte são empresários em nome individual, ie empresários da mediação.

Há contudo outros que possuem os seus trabalhos ou empregos principais e que nas horas vagas se dedicam a fazerem seguros de forma a aumentar o seu sustento ou a angariar mais dinheiro para as férias, podendo também se dedicarem á agricultura, pecuária ou até venda de cautelas ( não as de penhor), entre outros.

Os verdadeiros mediadores ou empresários da mediação, vivem do dia a dia do seu trabalho com esforço e abnegação na defesa intransigente dos seus Clientes.

Contudo, temos do outro lado da “barricada”, alguns sujeitos que por estarem nas Seguradoras, gostam de arregimentar reuniões com os mediadores, com um único intuito de debitar leitura dos apontamentos que levam para ler, não sei se para constatarmos os seus fracos dotes oratórios, ou as poucas ideias ali transmitidas. Creio mais por desejarem ver do púlpito pessoas á sua volta a bater-lhes palmas.

Primeiro acho que cada uma dessas pessoas deveria enviar para os destinatários de forma escrita e/ou outra os elementos que desejava ver transmitidos. Segundo, caso desejassem ter pessoas na sala a bater-lhes palmas, sempre poderiam contratar uma das agências de figurantes que aparecem no ecran televisivo e esses sim possuem pachorra para estarem ali sentados ( a ouvi-los não, porque parte atendendo á idade são meio surdos).

Isto vem a propósito de que os mediadores profissionais de seguros ao serem empresários da mediação, são-no também patrões alguns de si próprios e outros com um leque de colaboradores apreciáveis para fazer face á exigência da sua extensa carteira de Clientes. E eis que alguns funcionários com funções directivas ou de administração na industria seguradora ( mas não passando de funcionários e sujeitos aos que os accionistas ditam) fazem por vezes notas como aquela que na passada semana foi emitida por um desses senhores, a dizer que a partir de tal data as comissões devidas aos mediadores seriam reduzidas, conforme tabela que juntava.

Gostava de o ver a receber uma nota dos rh da seguradora a informá-lo de que passaria a receber menos remuneração. Era merecido.

Faz-me lembrar aquele sujeito que era director numa grande seguradora e que foi convocado a uma reunião do Conselho de Administração, onde foi promovido a Administrador. Nos 60 segundos seguintes foi destituído e posto literalmente no meio da rua. É que nunca lhe tinham dito que ao passar a administrador deixava de estar nos quadros da empresa e poderia ser exonerado a qualquer momento pelos accionistas.

Afinal não só a este mas a alguns mais, a sua não consideração pelo trabalho de quem está no terreno leva-os mais cedo ou mais tarde a passarem de Olivias “patroas” para Olivias “costureiras”,os sketch que fizeram na sua vida profissional os transformam mais cedo ou mais tarde em soquetes da industria seguradora.

Haja respeito pelo trabalho dos outros, porque pachorra, parte substancial dos mediadores começa a não tê-la.

Jornal Economico,
Luiz Filipe

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